03 agosto, 2017

O MEU POEMA «PÉTALAS DE SOL» NO JORNAL «TRIBUNA LIBERAL» DE SUMARÉ

O meu poema «Pétalas de Sol»
publicado hoje na secção Literatura/Poesia/Arte
do «Tribuna Liberal», jornal diário de Sumaré (Brasil).


Edição Nº 7244
Quinta, 03 Agosto 2017


Link directo da edição:

Página do Jornal:



10 julho, 2017

A PRIMAVERA DOS SORRISOS - 36 AUTORES SELECCIONADOS


A PRIMAVERA DOS SORRISOS
Antologia em Prosa e Poesia
Organização Isidro Sousa
Colecção Sui Generis


Foram seleccionados textos (em prosa e poesia) de 35 Autores Lusófonos para integrarem «A Primavera dos Sorrisos», uma antologia em prosa e poesia integrada na Colecção Sui Generis, que será brevemente publicada com a chancela Euedito. Além de assumir as funções de Organizador e Coordenador, Isidro Sousa contribui também com um texto assinado por si – o que perfaz um total de 36 Autores desta obra colectiva. Todos os Autores estão de parabéns! Agradecemos as vossas participações e o voto de confiança que depositaram em mais uma Antologia Sui Generis.   
  

Eis a lista (por ordem alfabética) dos Autores seleccionados:


Adriano Ferris
Amélia M. Henriques
Ana Campos
Ana Isabel Bertão
Angelina Violante
Armando Velho
Catalão Marçal
Cristina Sequeira
Deise Zandoná Flores
Diamantino Bártolo
Elizabeth Seixo
Erald Bast
Estêvão de Sousa
Fernanda Kruz
Geovany Barnabé da Silva
Guadalupe Navarro
Inês Carolina Rilho
Isabel Bastos Nunes
Isabel Martins
Isidro Sousa
Isilda Monteiro
Jeracina Gonçalves
José Antônio Loyola Fogueira
José Carlos Moutinho
Lucinda Maria
Manuel Timóteo de Matos
Maria Alcina Adriano
Marizeth Maria Pereira
Nardélio F. Luz
Natália Vale
Paulo Galheto Miguel
Rosa Marques
Sara Timóteo
Sónia Fernandes
Tânia Tonelli
Teresa Morais


Agradecemos que verifiquem se todos os nomes (ou pseudónimos) estão correctos. São estes os nomes que assinam os textos e os mesmos serão incluídos na contracapa da obra. Caso haja alguma incorrecção, comuniquem-nos com brevidade – por email – para que possamos proceder às rectificações necessárias.



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04 julho, 2017

AMARGO AMARGAR - PREFÁCIO DE SUZETE FRAGA

   
PREFÁCIO
  

O gosto pela escrita levou-me a conhecer pessoas fantásticas no meio literário, uma dessas pessoas é o meu caro amigo Isidro Sousa. A simpatia e o seu espírito de entreajuda cativaram-me logo. Com o tempo, fui-lhe detetando outras qualidades como a lealdade, humildade, perseverança, persistência e uma dose de perfecionismo que, garanto, roça a obsessão extrema, coisa rara de se encontrar, e, verdade se diga, muito tem contribuído para enriquecer a minha (modesta) bagagem de conhecimentos.
Quando me endereçou o convite para fazer o prefácio do seu primeiro livro fui acometida por um sentimento de orgulho e felicidade tal que nem pensei duas vezes para aceitar semelhante honra e privilégio. A vaidade que se apossou de mim ofuscou, momentaneamente, a grande responsabilidade que me recaía sobre os ombros. Depois, quando desci à Terra, o pânico apoderou-se dos meus dedos. Porque as minhas capacidades estão muito aquém de produzir o prefácio que o Isidro merece.
Prefaciar «Amargo Amargar» é, portanto, uma tarefa hercúlea que me deixa estarrecida e petrificada. Da sua leitura já não posso dizer o mesmo... foi um deleite para a vista e para a alma! Fui abalroada com um cuidado extremo na escolha das palavras, um vocabulário rico e diversificado, enredos alucinantes e um incansável trabalho de pesquisa. Como se não bastasse, com esta obra o autor proporciona ao leitor ingressos para cenários distintos, descritos com uma mestria capaz de atordoar o maior descrente.
Ao ler «A Angústia de Manuela» e «O Casamento de Eulália» tem como destino um plano de ação ambientado no início do século XX, convertendo-se, indubitavelmente, num intruso viciado nos usos e costumes da época, nos palacetes, bailes, casamentos e até nos momentos políticos mais conturbados da nossa História, muito bem corroborados com referências ao Regicídio e às revoltas entre monárquicos e republicanos.
Para os restantes contos o autor recorreu à memória dos seus tempos de meninice e adolescência. Muitos plantaram e arrancaram batatas, ceifaram feno e centeio, colheram e desfolharam milho, cavaram terra, enterraram os pés descalços na água enquanto regavam hortas, batatais e morangais, muitos guardaram cabras e ovelhas nas encostas serris, como o Isidro, mas poucos descrevem a beleza bucólica de forma tão sentida e avassaladora. As narrações pormenorizadas fazem acreditar numa Serra Mourisca verídica e querer visitar as suas imediações: Vila Rica, o Rio Luzio, a Quinta do Mocho, a Igreja Matriz de Vila Rica ou o Parque Arqueológico da Mourisca.
Deus não é ciumento, pois não?” é uma questão que surge em «O Dilema de Beatriz». Ela, uma rocha lapidada na forja madrasta da vida, “sentiu vontade de vomitar o seu infortúnio numa raiva incontrolada...” porque “Até as rochas mais duras agradecem a suave carícia do mar.” Relatos quase fotográficos dão a conhecer o plano arquitetónico da Igreja Matriz de Vila Rica. É neste cenário religioso que: “Um longo silêncio tumular imperava na sua mente absorta em pensamentos que se emaranhavam entre o bem e o mal...
E se com estes excertos a curiosidade já fervilha freneticamente, espere para ler as peripécias em que a pobre viúva Matilde andou metida em «O Susto de Matilde». Mas, antes disso, assista ao romance que tem tanto de arrebatador como de surpreendente. Imperdível o final de João Carlos que “Desfrutou de todas, mas não amou uma única, e nenhuma decerto o amou...” Terá o sentimento que Celina nutria por este jovem aspirante a médico outro nome que não amor? E será mesmo verdade que este jovem não amou uma única mulher? Descubra a resposta em «A Emoção de Celina».
Por esta altura, o coração palpitará, sem dúvida, descompassado com tantas emoções, mas terá de manter-se forte para descobrir o fado de Matias. O cenário agridoce, vou chamar-lhe assim, mexe com o espírito de quem vivencia esta história apaixonante entre Helena e Matias. Inicialmente, reina o silêncio sepulcral, típico dos cemitérios, apenas interrompido pelo piar duma coruja. Depois, com o desenrolar da trama, a morbidez tumular vai desaparecendo para dar lugar a ambientes idílicos e refrescantes. É este conto «Os Olhos de Helena» que o vai fazer implorar por um feitiço que transforme a ficção em realidade, tal é o utopismo empregue.
Poderia romper o teclado com infinitas apreciações sobre este «Amargo Amargar». Ou deixar no ar mais pistas sobre os enredos de «A Angústia de Manuela» ou «O Casamento de Eulália» (distinguido com o segundo prémio no 5º Concurso Literário da Papel D’Arroz), no entanto, esta é uma leitura que peca por tardia; não me parece justo privar os leitores desta obra maravilhosa com mais delongas.
Para finalizar, só uma curiosidade: dou este prefácio por concluído exatamente à mesma hora em que Portugal é aclamado campeão europeu. Se isto não é um bom prenúncio não sei o que o será. Em ambos os casos, foi uma luta incansável contra ventos e marés. Venceu quem mais lutou e deixou tudo em campo. Também no caso do Isidro Sousa o único desfecho possível só pode ser o sucesso. Estou certa de que esta será a primeira de muitas vitórias. Eu serei das primeiras na fila para o desejado autógrafo. Parabéns, Isidro!

Suzete Fraga